• molafurg

Lista de afazeres do indivíduo moderno> Gustavo Rizzo





Que se incorpore a noção de simbiose com o mundo,

Vestida da compreensão do pássaro como pássaro

E da Natureza como sujeito de direito.

Que o mercantil seja engolido pelas cosmovisões;

Pelas montanhas que choram,

Pelo Território que compreende que Tudo existe,

Pela boca aberta dos povos ancestrais, que

Com os ossos brancos perolados,

Cultivam uma realidade alternativa.

Que se considere Tempo como sujeito secundário na alimentação,

Dando o desfrutar do gosto da banana como doce definitivo,

Enquanto o melão como sendo doce aguado (e nunca ver isso como um problema).

Sentir os pedaços. As texturas. A História.

Tratar o mimetismo do mundo como sendo adaptação,

E não cópia.

Os traços, olhados de perto, corrompem a ideia de borda.

A borda não existe, a borda não existe, a borda não existe.

Tudo existe, menos a borda.

A borda salienta as divisões,

E afirma os abismos como sendo pejorativos.

Considerar o abismo algo que cerca,

E não que divide.

Considerar o mundo multifatorial,

Junto dos pesos e levezas.

Levezas estas, mais leves que cinza de incenso.

Pesos estes, fardos.

Desconsiderar a noção de essência.

Essência de algo, alguém, algoritmo...

Não há.

O mundo é o todo.

Ter noção do todo

É ter consciência da realidade;

É retirar o corpo inútil

E introduzir o corpo presente

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