• molafurg

Diário de um professor> Michael Minuto



Assim de repente, até logo minha gente, era fim do verão.

Cadê toda cor? Já estamos no outono? Mais outra estação.

Tem bolo no forno, receita mais nova, e foi-se o inverno.

Tem meia furada, camisa apertada, pra que usar terno?

Aperto de mãos, abraços e beijos, um dia te vejo.

Tem desinfetante, tem álcool na estante, assim me protejo.

Um dia te vi, eu acho que era, não quis dizer “Oi!”.

Só vi os teus olhos, num passo apressado, assim você foi.


Nos vemos agora, aqui e ali, trabalho dobrado.

Correndo de novo, por onde começo? E o peito apertado.

Uns dizem que é sério, ou que não é nada, outros acham graça.

Querendo ou não, todos terão? Não importa o que eu faça?

Tem gente que some, aluno estressado, outro que voltou.

Espalho esperança, de noite ou de dia, no “Whats" estou.

Ouvi parabéns, canções de esperança, crianças na rua.

Tem videochama, tem gente isolada, aqui continua.


Relógio sem pilha, tem louça na pia, lavo amanhã.

Não vejo jornal, mas é mundial, mais outra manhã.

Aprendo algo novo, esqueço de tudo, qual era o seu nome?

São tantos encontros, aqui que eu me escondo, mas que baita fome!

Calmante dobrado, com sono “atrasado”, um chá de hortelã.

Apenas um dia, só hoje eu espero, quem sabe amanhã.

Tem sala lotada, tem hora marcada, o encontro termina.

Que felicidade! Nos vemos em breve! Acharam a vacina!

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