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Arde, sangra e não morre > Rodrigo Pedro Casteleira




O fogo que devora a região amazônica, em que vivo, parece ser o princípio de ordem, progresso e tecnologia para a produção de alimentos. Contudo, a fome do fogo e a fome pelo fogo não morre e, por isso, realizei essa fotoperformance em que há a representação do sangue pelas mortandades todas, bem como uma mata incendiada de modo criminoso.


As bacias, vazias ou com sangue, emulam a fome e as políticas de morte, associadas à vendagem das matas em prol de um capital que nunca chega às pessoas todas. Essa educação pelo crivo do fogo não desenha um futuro, mas condiciona-o às cinzas representando, em certa medida, o que não se deseja.

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