• molafurg

Óbvio subterrâneo> Lucas Lins




um dia fui ao museu e entrei pelo oco duma árvore. antes era casa, parede descascada até que andei andei andei até parar na raiz e eu sei que naquela hora a sensação do fluxo poético o fim o fim o fim a ponta, um começo, o dedo da deusa perdi o ar, desmaiei dentro em mim


como eu saí do outro lado, acordei, não lembro o sufoco foi intenso, foi trans(e)/forma/dor

exu-be(i)rante


essa é uma cartografia de mapa-mundo que não chega ao fim um óbvio subterrâneo, aterrado de areia a ponte: o dedo, não mais em riste, diminuindo de tamanho, como broxa brotando firme, a raiz fincada sobre o ar no fruto de seiva-flor salvador eu ainda quebrada descendo a escada ou o elevador chegando no andar Submerso a ponta da árvore é o óbvio ululante: que o mundo não tem fim mas esse que está posto, sim.


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